Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 1

Este artigo tem como base meu projeto de TCC (Trabalho de conclusão de Curso) feito no segundo semestre do ano de 2018 na faculdade. Após meses de estudo e pesquisa percebi que a computação forense aqui no Brasil ainda é pouco explorado e nem todos conhecem este tema, os primeiros livros que encontrei feitos por brasileiros são de 2010 e os assuntos tema dos livros estão voltados para a parte legislativa e a parte de hardware em relação as ferramentas usadas na pericia forense computacional. Somente entre 2017 e 2018 é que começaram a sair no mercado mais livros brasileiros nesta área e que estão abrangendo as novas tecnologias e seu conteúdo esta sendo voltado para a parte de software.

Para se ter uma ideia, em minhas pesquisas não encontrei uma faculdade que disponibiliza a computação forense como matéria curricular na sua grade, apenas como um curso paralelo onde pode se fazer como uma pos-graduação ou especialização. Na minha graduação por exemplo eu não tinha ouvido falar deste assunto até ter me interessado por ele para o meu TCC.

O que é Forense Computacional?

Ano após ano a tecnologia tem estado mais presente na vida das pessoas, atualmente não se faz nada sem o auxílio dela. Em consequência disso o uso da mesma para o auxilio em crimes também tem aumentado. Como já foi dito, pelo fato do uso de computadores e seus derivados esta em uso por todos os segmentos, na medicina, nos bancos, em escritórios, em indústrias, para invadir tais segmentos, como também para cometer outros crimes, tem se usado de computadores, direta ou indiretamente, ou seja, se o crime cometido teve o auxílio de computadores(como mais uma ferramenta), por exemplo quando bandidos marcam de roubar um banco e para tal fim utiliza de e-mails para marcar data, ponto de encontro, etc, ou se o crime foi cometido através de computadores, por exemplo quando crackers invadem contas de bancos para roubar o dinheiro dos seus clientes.

Para detectar tais crimes, como foram feitos, quais ferramentas usaram e para qual finalidade, atualmente o perito forense está fazendo parte em um número cada vez maior de delegacias. Segundo (ELEUTÉRIO E MACHADO, 2010), a computação forense tem como objetivo principal determinar a dinâmica, a materialidade e autoria de ilícitos ligados à área de informática, tendo como questão principal a identificação e o processamento de evidências digitais em provas materiais de crime, por meio de métodos técnico-científicos, conferindo-lhes validade probatória em juízo.

Qual a importância?

Um perito em forense computacional tem se mostrado muito útil para a solução de crimes envolvendo computadores e afins. Através de uma perícia computacional o meio jurídico pode ter mais provas para tomar uma melhor decisão em seu veredicto. Uma grande importância que esta área tem se mostrado útil é o fato de atualmente muitos crimes ter sido cometido somente através de um computador o que sem a pericia de um forense computacional autorizado não haveria como julgar de forma adequada e justa o réu por tal crime, pois as provas para julgá-lo estariam incompletas.

Um grande exemplo disso é o fato de novas leis estarem sendo votadas com relação a crimes cibernéticos, pelo fato de a mais ou menos 20 anos atrás a internet estava diretamente ligada às universidades e grandes corporações/empresas, leis voltadas para este tipo de crime não eram necessárias e nem tinham importância e atenção. Porém a internet e a evolução da tecnologia tiveram um grande salto neste início do século 21, o que tem levado a legislação a criar novas leis para crimes feitos utilizando da tecnologia como ferramenta ou por meio dela para realizar o crime, como já foi explicado anteriormente, como por exemplo o caso que o Brasil acompanhou que foi considerado um dos mais emblemáticos de crime cibernético cometidos no país: o roubo e a divulgação de mais de 30 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, onde crackers do interior de Minas Gerais e de São Paulo teriam invadido o e-mail da artista e a chantagearam, por meio de mensagens anônimas, pedindo R$ 10 mil para apagar as imagens. O caso foi parar no Congresso Nacional: a Câmara dos Deputados aprovou e colocou em vigor a Lei nº 12.737 apelidada de Lei Carolina Dieckmann, que tipifica delitos cometidos em meios eletrônicos e na internet.

Para se ter uma ideia, pesquisas feitas em 2015 diz que o Brasil é o 5º pais do mundo em fraudes digitais e que ainda segundo a pesquisa, a estimativa de crescimento no ano de 2017 em ataques cibernéticos seria de 57% por cento no Brasil. Uma reportagem do jornal ESTADÃO feito por DINO na data de 27 de janeiro de 2017 diz que em 2016, 42,4 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais e que em comparação com 2015, houve um aumento de 10% no número de ataques digitais.

Com todos esses fatos percebesse a importância de um perito forense, e mesmo que o mercado de trabalho esteja em expansão, ainda há uma carência muito grande, e apenas recentemente a legislação regulamentou a atuação dos assistentes técnicos, conforme disposto na lei 11.690/2008, que altera dispositivos do Código de Processo Penal, relativos à prova material, dados tirados do site BLOG IPOD datado de 02 de maio de 2017.

Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 2

Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 3

Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 4

Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 5

Um estudo sobre a Computação Forense – Parte 6

Um estudo sobre a Computação Forense – Final

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